Lactofull Botuphrama - Probiotico Cães e Gatos

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    INDICAÇÕES: LACTOFULL – PASTA PARA CÃES E GATOS: 
    é indicado para auxiliar nas
    necessidades orgânicas em vitamina D3, vitamina E e biotina, essenciais nos regimes alimentares
    de cães e gatos. Enriquecido com probiótico e prebiótico, o produto auxilia na recomposição da
    microbiota intestinal, mantendo-a equilibrada. USO EXCLUSIVO NA ALIMENTAÇÃO ANIMAL.



    MODO DE USAR: 
     Filhotes, cães de raças pequenas e gatos: 2 g do produto ao nascimento,
    desmame, mudanças na alimentação, vacinação e após o uso de antimicrobiano. Adultos: 4 g nas
    debilidades, na inapetência e na recomposição da microbiota intestinal. O fornecimento pode ser
    alterado de acordo com as recomendações do técnico responsável.



    NÍVEIS DE GARANTIA POR KG DO PRODUTO:
    Bacillus cereus var. toyoi (mín.) 4,0 x 1011 UFC/kg
    Bacillus subtillis (mín.) 4,0 x 1011 UFC/kg
    Betaglucana (mín.) 2.000 mg/kg
    Biotina (mín.) 1.000 mg/kg
    Enterococcus faecium (mín.) 2,0 x 1011 UFC/kg
    Lactobacillus acidophilus (mín.) 2,0 x 1011 UFC/kg
    Saccharomyces cerevisiae (mín.) 2,0 x 1011 UFC/kg
    Vitamina D3 (mín.) 200.000 UI/kg
    Vitamina E (mín.) 6.000 UI/kg



    COMPOSIÇÃO: 
    Açúcar, Aditivo Prebiótico 0,20%, Aditivo Probiótico 0,735%, Aluminosilicato,
    Biotina, Dióxido de Titânio, Óleo de Soja Refinado, Vitamina D3 e Vitamina E.



    REVISÃO DE LITERATURA:
    Os probióticos são definidos como aditivos alimentares, que contêm microrganismos vivos
    que afetam positivamente o hospedeiro e modulam a microbiota intestinal em favor de
    microrganismos não patogênicos (TOMASIK e TOMASIK, 2003). São mais comum e eficientemente
    utilizados em ocasiões estressantes, como na desmama, na mudança de alimentação, na falha na
    ingestão do colostro, no transporte, em alta concentração de animais, nas doenças concorrentes e
    após tratamento com antibióticos (FERNANDEZ et al., 2000).

    O crescimento excessivo de alguns microrganismos no intestino pode causar vários distúrbios
    intestinais. Uma das medidas terapêuticas mais utilizadas para tratar doenças causadas por
    bactérias são os antibióticos. Apesar de ser eficiente na maioria dos casos, esse método pode
    promover o surgimento de cepas microbianas resistentes, e causa a eliminação da maior parte da
    microbiota intestinal benéfica, que é uma chave para a função fisiológica intestinal (SUNVOLD e
    REINHART, 1998).

    Os probióticos são considerados coadjuvantes no tratamento e na prevenção das diarreias,
    pois contêm microrganismos benéficos que ajudam a eliminar os patogênicos (BATISTA et al., 2008),
    através da competição por nutrientes e por sítios de ligação no epitélio intestinal, estimulando o
    sistema imunológico do hospedeiro, produzindo substâncias antimicrobianas e acidificando os
    intestinos como resultado da produção de ácido, particularmente de ácido lático. Além disso, segundo
    SALMINEN et al. (1998), GHADBAN (2002) e SWANSON et al. (2002), os probióticos sintetizam
    vitaminas, enzimas e ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), cujos efeitos podem beneficiar o
    hospedeiro. Esses efeitos incluem a redução da intolerância à lactose, a imunomodulação, o
    encurtamento dos episódios de diarreia e a diminuição da formação de compostos de putrefação,
    como a amônia, que são responsáveis pelo mau odor fecal e pela carcinogênese do cólon. O escore
    fecal é utilizado para avaliar as características das fezes, como consistência, forma e umidade.
    Normalmente, os probióticos favorecem a digestão dos alimentos, melhorando as características das
    fezes, ou seja, mantêm um escore fecal proporcional à digestibilidade (VERONESI, 2003).
    A biotina, vitamina B8 ou ainda, vitamina H, uma vitamina encontrada nas leveduras, participa
    no catabolismo da glicose, ácidos graxos e alguns aminoácidos. As bactérias intestinais sintetizam a
    biotina e como o tratamento de cães e gatos com antibióticos diminui a população bacteriana do
    intestino grosso, pode ocorrer um aumento nas exigências dietéticas de biotina. Por isso, a
    importância da suplementação (CASE et al., 2010).

    Apesar de serem menos frequentemente utilizados como probióticos em cães, as bactérias
    do gênero Bacillus têm a vantagem de esporular e, portanto, são mais resistentes ao estresse
    ambiental e ao pH ácido (BIOURGE et al., 1998). Em um estudo, os cães suplementados com
    Bacillus subtilis apresentaram maior escore fecal, maior teor de matéria seca e menor concentração
    de amônia em comparação com aqueles alimentados com a dieta controle (FÉLIX et al., 2010).

    Os probióticos são responsáveis por aumentar a resistência do hospedeiro contra infecções
    (OLIVEIRA – SEQUEIRA et al., 2008; SAAD, 2006). O Bacillus cereus variedade toyoi é um exemplo
    de probiótico muito utilizado na medicina veterinária, pois estimula a resposta imune e favorece o
    ganho de peso dos animais. Além de ser inócuo, apresenta-se resistente e estável às condições do
    sistema digestivo (TURNES et al., 1999).

    O Enterococcus faecium é uma cepa que tem sido usada como aditivo probiótico para
    alimentação por mais de uma década (VANBELLE et al., 1990). Em princípio, é provável que o E.
    faecium atue contra a diarreia (FOX, 1988). Além disso, por causa que a microbiota do intestino é
    dificilmente modificada (SAVAGE, 1978), o E. faecium tem a capacidade de sobreviver a passagem
    gastrointestinal, apresentando uma maior chance para colonizar o intestino se a suplementação
    ocorrer precocemente após o nascimento (KIRJAVAINEN e GIBSON, 1999).

    Swanson et al. (2002) verificaram que em cães, a administração de Lactobacillus acidophilus
    aumentou a digestibilidade da matéria seca, da matéria orgânica e da proteína bruta. Feliciano et al.
    (2009), concluiu que o melhor probiótico foi aquele com a maior concentração de Lactobacillus
    acidophilus, pois apresentou efeitos positivos no trato gastrintestinal, principalmente quando
    administrado juntamente com dietas de menor qualidade de ingredientes.

    A parede celular da Saccharomyces cerevisiae é composta, aproximadamente, por 29% de
    glucanos, 30% de mananos, 13% de proteínas, 8,5% de lipídios e 1% de quitina (ROBINOW &
    JOHNSON, 1991). Os componentes restantes da levedura, após extração da parede celular, são,
    coletivamente, chamados extrato celular de levedura e contêm numerosos nucleotídeos, enzimas,
    vitaminas e minerais. Saccharomyces cerevisiae é usada em diversos suplementos nutricionais,
    como imunomodulador, atuando sobre a imunidade de cães (HUNTER et al., 2002; ZAINE, 2010).

    A betaglucana apresenta várias propriedades imunomodulatórias, agindo através da
    estimulação do sistema imune, principalmente em macrófagos, exercendo efeito benéfico contra uma
    variedade de bactérias, vírus, fungos e parasitas (HUNTER et al., 2002; MANTOVANI et al., 2008).

    Essa imunoestimulação pode levar a aumento na proteção contra infecções oportunistas (CROSS et
    al., 2001). A betaglucana é uma fibra solúvel que ajuda a moderar o trânsito de amidos através do
    trato gastrointestinal, garantindo uma digestão mais completa dentro do intestino delgado e, assim,
    minimizando os níveis que entram no intestino grosso. Foi demonstrado que a betaglucana pode
    reduzir os picos glicêmicos pós-prandiais em até 50% (TAPPY et al., 1996). Além disso, a
    betaglucana aumenta a viscosidade intestinal e reduz a absorção do colesterol, promovendo assim
    a sua excreção (MANTOVANI et al., 2008).

    A vitamina D é um importante regulador da fisiologia osteomineral, em especial do
    metabolismo do cálcio. Entretanto, ela também está envolvida na homeostase de vários outros
    processos celulares, entre eles a síntese de antibióticos naturais pelas células de defesa dos
    mamíferos, modulação da autoimunidade e síntese de interleucinas inflamatórias, e como participa
    da regulação dos processos de multiplicação e diferenciação celular, é atribuído também a ela papel
    antioncogênico. Uma vez incorporada ao organismo, seja através dos alimentos naturais ou sob a
    forma de suplementos, faz-se necessário manter a vitamina D em suspensão no intestino delgado
    proximal, para que possa ser absorvida. Por ser lipossolúvel, depende da formação de micelas para
    permanecer suspensa no meio aquoso do lúmen intestinal e ser absorvida. Esta possibilidade é
    assegurada mediante sua conjugação com os sais biliares, tal como acontece com os lipídios em
    geral. As ações mais importantes da vitamina D são a regulação e a manutenção dos níveis
    plasmáticos de cálcio e fósforo, aumentando a captação intestinal, minimizando a perda renal e
    estimulando a reabsorção óssea, quando necessário (CASTRO, 2011).

    A vitamina E é o maior antioxidante lipossolúvel no plasma, eritrócitos e demais tecidos, nos
    quais sua principal função é o sequestro de radicais livres para prevenir a oxidação dos ácidos graxos
    poli-insaturados das membranas celulares, grupos tióis de proteínas e ácidos nucléicos (FINCH e
    TURNER, 1996). A vitamina E ajuda a bloquear a peroxidação lipídica e pode também formar uma
    importante parte da estrutura da membrana (HARRIS, 2009). A deficiência de vitamina E pode causar
    uma variedade de sintomas e alterações patológicas, que podem incluir distrofia muscular e baixa
    imunidade a doenças (MOORE e KOHN, 1991).



    REFERÊNCIAS:

    BATISTA, C.G.; COELHO, S.G.; RABELO, E. et al. Desempenho e saúde de bezerras alimentadas com leite
    sem resíduo de drogas antimicrobianas ou leite devacas tratadas contra mastite adicionado ou não de
    probiótico. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., v.60, p.185-191. 2008.

    BIOURGE, V.; VALLET, C.; LEVESQUE, A. et al. The use of probiotics in the diet of dogs. J. Nutr., v.128,
    p.2730-2732. 1998.

    CASE, L.P.; HAYEK, M.G.; DARISTOTLE, L., RAASCH, M.F. Canine and feline nutrition: a resource for
    companion animal professionals. 3.ed. Missouri (USA): Mosby Inc. 576 p. 2011.

    CASTRO, L.C.G. O sistema endocrinológico da vitamina D. Arq Bras Endocrinol Metab, 55/8: 566-575. 2011.
    FELICIANO, M.A.R.; SAAD, F.M.O.B.; LOGATO, P.V.R.; AQUINO, A.A. JOSÉ, V.A.; ROQUE, N.C. Efeitos de
    probióticos sobre a digestibilidade, escore fecal e características hematológicas em cães.

    FÉLIX, A.P.; TEIXEIRA NETTO, M.V.; MURAKAMI, F.Y.; DE BRITO, C.B.M.; DE OLIVEIRA, S.G.; MAIORKA,
    A. Digestibility and fecal characteristics of dogs fed with Bacillus subtilis in diet. Ciência Rural, Santa Maria,
    v.40, n.10. 2010.

    FERNANDEZ, P.C.C.; LADEIRA, I.Q.; FERREIRA, C.L.L.F. et al. Viabilidade do uso de probióticos na
    alimenação de monogástricos. Cad. Tec. Vet. Zootec., n.31, p.53-71. 2000.

    FINCH, J.M.; TURNER, R.J. Effects of selenium and vitamin E on the immune responses of domestic animals.
    Volume 60, Issue 2, p. 97-106. 1996.

    FOX, S.M. Probiotics: intestinal inoculants for production animals. Veterinary Medicine 83, 806. 1988.

    GHADBAN, G.S. Probiotics in broiler production – a review. Archives Geflugelk, v.66, n.2, p.49-58. 2002.

    HARRIS, P. Feeding Management of Elite Endurance Horses. Vet Clin Equine. 25, 137-153. 2009.

    HUNTER Jr., K.W.; GAULT, R.A.; BERNER, M.D. Preparation of microparticulate betaglucan from
    Saccharomyces cerevisiae for use in immune potentiation. Letters in
    applied microbiology, Reno, v. 35, n.1, p. 267-271. 2002.

    KIRJAVAINEN, P.V.; GIBSON, G.R. Health gut micoflora and allergy: factors influencing development of the
    microbiota. Annals of Medicine 31, 288. 1999.

    MANTOVANI, M.S. et al. Beta-Glucans in promoting health: Prevention against mutation
    and cancer. Mutation research, v. 658, n. 3, p. 154-161, 2008.

    MOORE, R.M.; KOHN C.W. Nutritional muscular dystrophy in foals. Compendium for Continuing Education
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    OLIVEIRA-SEQUEIRA, T.C.G.; RIBEIRO, C.M.; GOMES, M.I.F.V. Potencial bioterapêutico dos probióticos nas
    parasitoses intestinais. Ciência Rural. 2008.

    SAAD, S.M.I. Probióticos e prebióticos: o estado da arte. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, vol 42,
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    SAVAGE, D.C. Factors involved in colonization of the gut epithelial surface. The American Journal of Clinical
    Nutrition 31, S131. 1978.

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    total tract nutrient digestibilities and fecal protein catabolite concentrations in healthy Adult dogs. Journal of
    Nutrition, n.132, p.3721-3731. 2002.

    SUNVOLD, G.D.; REINHART, G.A. Use of novel fibers in canine gastrointestinal disease. In: ANNUAL
    VETERINARY MEDICAL FORUM, 16., California. Anais... California: American College of Veterinary Internal
    Medicine, 1998. p.97-101. 1998.

    TAPPY, L.E.; GÜGOLZ, E.; WÜRSCH, P. Effects of breakfast cereals containing various amounts of beta-
    glucan fibers on plasma glucose and insulin responses in NIDDM subjects. Diabetes Care. 19(8): 831-4. 1996.

    TOMASIK, P.J.; TOMASIK, P. Probiotics and prebiotics. Cereal Chem., v.80, p.113-117. 2003.
    VANBELLE, M.; TELLER, E.; FOCANT, M. Probiotics in animal nutrition: a review. Archives of Animal Nutrition
    40, 543. 1990.

    VERONESI, C. Efeito de dois alimentos comerciais secos no consumo energético, peso vivo e peso metabólico,
    escore corporal, escore e peso fecal de cães adultos em manutenção e atividade. 93f. Dissertação (Mestrado)
    - Universidade de São Paulo, São Paulo. 2003.

    ZAINE, L. Avaliação do efeito de derivados de parede celular de levedura de cana-de-açúcar (Saccharomyces
    cerevisiae) sobre a resposta imune de cães adultos. Dissertação apresentada à Faculdade de Ciências
    Agrárias e Veterinárias – Unesp, Campus de Jaboticabal, como parte das exigências para obtenção do título
    de Mestre em Medicina Veterinária. 68 f. 2010.
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